Confira os bastidores da queda de Mano Menezes

Reuniões secretas, pressões externas e pouca identificação com a torcida fazem patrocinadores agirem

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Luta do século gera milhões e é mal aproveitada por patrocinadores brasileiros

Por Eduardo Mello
“Luta do Século”, “Duelo de Titãs”, “Maior confronto de todos os Tempos”, estas são apenas algumas das expressões usadas para o embate entre Anderson Silva e Vitor Belfort, que acontece no próximo dia 05/02, no UFC 126, em Las Vegas (madrugada do dia 06/02 no Brasil, com transmissão pelo Combate).

A expectativa para o dia da luta é de quebra de recordes de público no ginásio, expectadores pelo mundo e, é claro, arrecadação. Apenas uma noite de evento pode render mais de 70 milhões de reais. O preço dos ingressos varia de 125 a 1.250 reais, 130 países exibem o campeonato em 20 línguas e há pelo menos 1 milhão de assinantes em pay per view pelo planeta. A marca UFC foi avaliada em mais de 1 bilhão de dólares, segundo a revista Fortune, e Anderson, aos 35 anos, é o maior nome neste momento. Belfort não fica atrás quando o assunto é popularidade. Chamado de “O Fenômeno”, o lutador já abandonou o MMA por duas vezes, lutou boxe foi acusado de uso de doping, (fato nunca provado) mas retornou no ano passado para a categoria com uma vitória por KO. A expectativa para o confronto entre os brasileiros era enorme, mas uma contusão de Belfort adiou os planos. Nunca um postulante à conquista do cinturão ficou tanto tempo afastado dos tatames.

A verdade é que, desde a época dos irmãos Gracie, uma luta não empolgava tanto os brasileiros, e o mercado não virou a cara para isso.

Aproveitando toda repercussão do evento, a empresa 9ine entra no mercado para promover o lutador Anderson Silva (chamado de The Spider). A empresa tem como um de seus principais sócios o jogador de futebol Ronaldo (coincidentemente apelidado de Fenômeno) e que já chega com um patrocínio beirando os 170 mil reais da Bozzanno e  da Hypermarcas (mesma marca que estampa a camisa do Corinthians, clube onde joga o atacante). As concidências não param por aí, o empresário de Belfort é Fabiano Farah, o mesmo que gerencia a carreira de Ronaldo e que agora irá gerenciar a carreira de Anderson Silva. Um pouco estranho, mas não para o camisa 9 corintiano. “A 9ine tem um conceito de exclusividade, o que significa trabalhar apenas com poucos atletas e marcas, todos de ponta. Esse é o caso do Anderson Silva, um dos maiores competidores de MMA do mundo”, revelou Ronaldo ao site adNews.

Belfort é patrocinado há algum tempo pelo banco BMG e até agora não apresentou nenhum outro patrocinador exclusivamente para a luta.

Apesar da notícia poder ser considerada boa para o esporte no Brasil, no mundo do UFC o aporte de patrocínio para os atletas de ponta brasileiros ainda é insignificante.

Antes da luta na qual defendeu seu cinturão de ouro contra o norte-americano Chael Sonnen no UFC 117, Anderson Silva foi desdenhado pelo adversário, com declarações que ridicularizavam a valorização dada ao esporte em terras tupiniquins: "O Anderson Silva tem vários recordes, é o atual campeão, tem fama. Você olha para ele e vê quase nenhum patrocínio e muita vaia da torcida nas últimas lutas", afirmou o atleta americano, que ainda acrescentou "Agora você olha para mim, que ainda nem tenho título, sou um cara com fãs, com muito patrocínio e com muito menos fama."

O próprio lutador admitiu, em entrevista ao jornal "O Globo", que carece de aportes: "No Brasil, cansei de levar meu currículo e dizerem que não tenho perfil", disse o atleta, "Não tenho patrocínios daqui até hoje", completou Silva. Apesar das palavras de Sonnen, Anderson Silva, que lutou contrariando ordens médicas pois estava com uma costela quebrada, venceu em 4 rouns e meio com uma finalização em triângulo, mantendo seu cinturão e conquistando mais dois prêmios, o de Melhor Finalização e Luta da Noite.

A madrugada do dia 06/02 promete para os fãs do esporte. E esperamos que as empresas comecem a notar o potencial desta modalidade que, mesmo tendo seus críticos, é inegavelmente um filão a ser explorado pelas marcas, como já mostramos aqui no blog. Um outro detalhe imporante que deve ser ressaltado é que o Brasil nunca teve duas das maiores estrelas de um esporte individual. Já tivemos Senna, Guga, Cielo, (ainda um campeão em atividade) mas seus grandes rivais sempre foram estrangeiros.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Full house e Knockdown se unem por mídia no Reino Unido

Atento ao crescimento do MMA (Mixed Martial Arts), o site de pôquer PKR (www.pkr.com) firmou um acordo com a associação britânica de vale tudo (BAMMA) para divulgar sua marca na disputa.

O crescimento da visibilidade da arte marcial no mundo inteiro transformou seus eventos em uma ótima plataforma de mídia para outros meios de entretenimento no Reino Unido.

A parceria incluirá a marca do PKR em todas as lutas oficiais de MMA do Reino Unido na temporada 2011. Além disso, o site poderá desenvolver ações de relacionamento nas lutas.

“É um grande prazer anunciar nossa parceria com a BAMMA. Trata-se de um esporte que tem crescido de forma impressionante, que tem se tornado muito popular. Esperamos ter sucesso nesse trabalho conjunto”, disse Erika Schwartz Poole, gerente de marketing do portal.

Apesar de não ter divulgado o valor, o PKR pagará para ter sua marca associada aos eventos da BAMMA. Além disso, o site de pôquer dará um espaço em sua página para divulgar as lutas.

fonte: PKR