Confira os bastidores da queda de Mano Menezes

Reuniões secretas, pressões externas e pouca identificação com a torcida fazem patrocinadores agirem

Mostrando postagens com marcador Rede Record. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rede Record. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de março de 2011

Record lança produto com nome de programa da concorrência


Se você gosta de apostas e futebol tem uma nova modalidade para investir. A Rede Record, em parceria com a Caixa Econômica Federal, lançou um título de capitalização chamado “É Gol”. O novo produto já nasce com algumas curiosidades. Primeiro, ele garante representar os 28 principais clubes do Brasil, mas não conta com o Corinthians (segunda maior torcida do país, segundo pesquisas). Outra curiosidade é o próprio nome dado ao título de capitalização, que remete ao programa com resumo de gols do canal a cabo SporTV.

As receitas serão divididas entre a emissora (20%), a CEF (30%) e os outros 50% serão distribuídos aos clubes, de acordo com o número de títulos vendidos representando cada agremiação. O portal R7 diz que “A Caixa aposta que o título poderá transformar a história do Brasil”. As vendas começam dia 28/03 em 11 mil casas lotéricas pelo país, cada título de capitalização custará R$ 6 e dará direito a participação em sorteios de 97 prêmios de até R$ 500 mil. Depois de quatro semanas seguidas de sorteios, o valor do resgate, R$ 3, vai para o clube indicado pelo comprador.

Para validar o título, o cliente precisará cadastrar seu bilhete no site do produto (www.egoldoseutime.com.br) para que possa ser avisado pela Caixa Capitalização caso seja contemplado. Os sorteios serão realizados às sextas-feiras, e os resultados poderão ser conferidos no site, na televisão, na internet e em casas lotéricas.

A festa de lançamento do produto não contou com a presença de nenhum representante oficial dos clubes envolvidos. “Nós sabíamos que os presidentes dos times não viriam. Até porque se eles estivessem aqui vocês (jornalistas) só perguntariam sobre o Clube dos 13”, afirmou o diretor da Record, Júlio Casares, que também é vice-presidente de Comunicação e Marketing do São Paulo ao portal IG.

É interessante ver como o “É Gol” se sairá no mercado, uma vez que a Timemania encontra dificuldades até hoje para emplacar. Será que o consumidor está pronto para mais uma loteria ligada ao futebol? Lembrando que ainda temos a Loteca e o Lotogol dividindo esta mesma fatia.

sábado, 12 de março de 2011

2011, o ano das novelas no futebol

Por: Eduardo Mello

O ano de 2011 vem sendo marcado por chatíssimas novelas no futebol brasileiro. Vivemos o réveillon com a trama de Ronaldinho Gaúcho, escrita por seu irmão Assis e envolvendo Grêmio, Palmeiras e Flamengo - por qual clube ele jogaria - foram momentos de tensão, festa armada sem o principal convidado, coletiva cheia de repórteres em um hotel luxuoso para dizer nada e os dirigentes dos clubes fazendo papel de bobos. Por fim, a coisa cansou, a audiência caiu e os cariocas fizeram a festa real para o R10.

E o que falar da unificação dos títulos nacionais? Nem foi novela, foi rápido e rasteiro, mas deu muito pano pra manga depois. De uma só vez, a CBF saiu distribuindo títulos e mudando todo o passado do nosso futebol. Até eu pensei em entrar na justiça e pedir o reconhecimento do campeonato de botão que ganhei em 1981, mas os gremistas iam ficar zangados em dividir o título. Então deixei pra lá.

Outra trama, muito mal explicada, envolveu o amor de um jogador em fim de carreira com o clube que o revelou. Rivaldo voltou para o Mogi Mirim como presidente, craque do time e garoto propaganda. Seu objetivo era aproveitar os últimos lampejos de seu futebol e levar o time para as finais do Paulistão. Aí veio o São Paulo, rapaz belo e rico do Morumbi, e o sonho caipira terminou, o pentacampeão do mundo partiu de mala e cuia para a cidade grande e deixou seu antigo amor aos prantos. Foram-se os patrocinadores, os torcedores e, cadê o presidente? Até este se foi.

E como esquecer o drama do Corinthians? Tudo bem que este está mais para minissérie, depois de todo o trabalho realizado em 2010 para conquistar uma vaga na Libertadores, eis que vem o Tolima, time Colombiano vestido de Chapolin Colorado, protagoniza uma enorme zebra e elimina o Timão. Entre lágrimas e lamentações, surge a fúria de alguns torcedores incontidos. Como em um roteiro barato, Roberto Carlos e Ronaldo passam de heróis a vilões, o primeiro vai embora e, para o segundo, chega ao final a história de um dos maiores craques do futebol brasileiro.

Novela terminada, nova trama que começa. E esta promete modificar os rumos do futebol brasileiro, transformar nosso campeonato em algo como a Liga Inglesa; é chegada agora a hora da Licitação do Brasileirão. Um jogo político dos mais chatos que já vimos. Clube dos Treze contra CBF. A Liga da Justiça dos clubes, vulgo C-13 mostrava uma união incrível, os clubes unidos, prontos para extorquir o máximo de dinheiro das emissoras que quisessem passar seus jogos na telinha. Foi então que a grande mandatária do nosso futebol surgiu com uma certa taça de bolinhas. Primeiro, oficializou que o Sport era o único campeão de 1987 (na distribuição de títulos, só o Flamengo não ganhou um) e, com isso o São Paulo recebeu a maldita Taça de Bolinhas (prêmio dado pela Caixa Econômica para o primeiro clube que conquistasse o título nacional cinco vezes) com um enorme sorriso. O Flamengo esperneou, xigou, brigou, mas tal qual uma amante abandonada, só pôde prometer vingança. E ela veio rapidamente. Na hora da união dos clubes, o Rubro-Negro puxou a corda dos grandes cariocas e começou a romper a unidade que existia no C-13. E não é que logo depois a CBF voltou atrás com sua decisão e passou a considerar o Flamengo campeão de 1987, ora bolas, Bolinhas para a Gávea.

Mas a novela da licitação não se resume só a bolinhas, o mosqueteiro corintiano Andres Sanches fez sua "Revolução", mas nada de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", ele queria mais dinheiro para o seu Corinthians e, com isso, apunhalou o Clube dos Treze e foi embora. Vários outros clubes saíram da licitação, mas não saíram da entidade, que manteve o processo em andamento.

As duas maiores emissoras interessadas em comprar o produto caíram fora, a Rede Globo anunciou que não iria participar mais da novela (logo ela, referência de teledramaturgia no Brasil). A Record quis colocar mais suspense na trama, deixou para abandonar o barco nos segundos finais do último capítulo. A RedeTV!, que nem novela faz, acabou surpreendendo e vencendo a licitação com um valor que serve de esmola na Liga Inglesa. Mas esta novela, infelizmente está longe de acabar, e nós ainda teremos que aguentar mais capítulos desta chata e insossa trama.

Mais alegre é a comédia do Palmeiras, lá o Felipão jura que não briga com Valdívia e com o Kleber, mas no twitter, o atacante diz outra coisa. A polêmica durou uma semana com o técnico afirmando que não existia nenhum problema. A novela ainda não engrenou, mas promete muitas emoções. Assim como a trama intitulada "O Ganso quer voar". Será que a revelação do Santos terá seu desejado aumento, ou irá brilhar nos gramados de Milão? E se for? Com que camisa irá jogar? Não perca os próximos capítulos desta novela do Peixe.

Para terminar, temos a mais nova trama da Gávea (ô lugarzinho bom para ter novela), esta quase pode ser intitulada "A volta dos que não foram", mas será que Adriano (dispensado pela Roma e desempregado) vai voltar mesmo? Ronaldinho já disse que quer o atacante no Flamengo, Luxemburgo disse que "Adriano está fora da filosofia do Flamengo. Ele não cabe aqui", muitos capítulos vão acontecer até esta novela terminar, mas aposto em final feliz e com o Imperador vestindo novamente a camisa rubro-negra.

Isso tudo aconteceu só neste ano, e ainda estamos no início de março. Mas chega de novela, nosso assunto aqui é marketing e negócios.


sexta-feira, 11 de março de 2011

RedeTV! compra direitos do Brasileirão, mas será que leva?

E deu zebra! Com as desistências da Rede Globo e da Record, a única emissora que apresentou proposta para a transmissão do brasileirão para o triênio 2012-2014 foi a RedeTV!. Com um valor de R$ 1,548 bilhão, R$ 516 milhões por temporada.

O Clube dos Treze, agora, deve enviar ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômico) a carta proposta da RedeTV! e oficializar o negócio.

Na proposta, a emissora paulista se compromete a pagar R$ 300 milhões imediatamente, como forma de sanar dívidas e problemas urgentes dos clubes. Porém o negócio ainda pode não se concluir, uma vez que a RedeTV! está comprando um pacote com os 20 clubes e Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória, já informaram que não farão parte desta negociação.

Independente disso, o valor oferecido pela emissora paulista equipara o Brasileirão às principais ligas européias: "Estamos vivendo um momento histórico. Pela primeira vez nas Américas nós fizemos um contrato de R$ 1,5 bilhão. É o maior contrato da América, e está equiparado às maiores ligas europeias", salientou Ataíde Gil Guerreiro, diretor-executivo, de relações institucionais e de marketing do C-13.

Mesmo com toda confusão envolvendo a licitação pelos direitos de TV aberta, o Clube dos Treze mantém o cronograma e ainda neste mês fará processos similares para as outras propriedades do Brasileirão, como TV fechada, pay-per-view, internet e telefonia móvel.

Record sai da disputa pelo Brasileirão

Parece que o jogo de xadrez chegou ao fim e a licitação do Clube dos Treze melou de vez. Após o racha entre os clubes, a desistência da Rede Globo, foi a vez da Record dizer que está saindo da disputa. A emissora atribuiu sua desistencia ao fato das principais equipes que formavam o C-13 terem abandonado o processo.

A emissora paulista deixou para fazer o comunicado no último instante. Depois de ter sido vista como principal rival da Rede Globo na disputa pelos direitos de trasmisão da TV Aberta para o trênio 2012-2014, a Record tira sua oferta na manhã da abertura dos envelopes. Com isso a licitação promovida pelo C-13 praticamente morre, uma vez que as opções que sobram não devem atingir os valores mínimos pedidos pela entidade.

Na carta diviguldada pela Record ela culpa a cissão interna no Clube dos Treze por sua decisão. Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória, informaram publicamente que não aceitariam a negociação feita pelo C-13 e vão ao mercado negociar por conta própria.

O Corinthians chegou a informar que irá se desfiliar do Clube dos Treze, enquanto Botafogo e Vasco emitiram comunicados desautorizando a entidade a negociar contratos em seus nomes.

O C-13 mantém seu cronograma de abertura dos envelopes da licitação para hoje (11/03).

Confira abaixo o texto completo emitido pela Record na manhã desta sexta-feira:

A Rede Record vem a público informar que apoiava o modelo de negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012/2014 proposto pelo Clube dos 13 em acordo com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Mas, infelizmente, a concorrência dividiu o C13. A entidade ficou fracionada em clubes que defendiam o processo iniciado com a carta convite, agremiações que pretendiam negociar os direitos em separado e aqueles que vieram a público pedir a total desvinculação do processo e do agrupamento.

Alguns clubes, antes de ouvir qualquer proposta por parte da Record, já indicam que tem acordos pré-acertados com outra emissora. Os responsáveis por estes acordos que prejudicam os torcedores, clubes e patrocinadores devem vir a público para revelar como foram as negociações e qual o valor acertado previamente, sem concorrência, sem transparência e baseados nos mesmos princípios que ajudaram a reduzir o poder dos clubes, prejudicaram o faturamento das agremiações, limitaram a exposição de patrocinadores e impuseram horários estranhos para a prática do futebol, além de transformar o mais popular esporte do País num mero exportador de talentos. Diante desta atitude a Record informa que não aceita participar de um jogo com cartas marcadas.

O quadro, neste momento, gerou incerteza jurídica. Diante disso, não há convicção de que a proposta vencedora tenha os direitos de transmissão dos jogos de todos os clubes. Há ainda a possibilidade de que uma agremiação possa abandonar o C13 enquanto o contrato ainda estiver em vigor. Assim, a Record decidiu não apresentar proposta ao Clube dos 13.

A emissora volta a manifestar seu desejo de participar da concorrência democrática, caso os clubes entrem em acordo, garantindo estabilidade jurídica a quem apresentar a melhor proposta E se os clubes desejarem seguir numa negociação em separado, a Record reafirma que pretende apresentar propostas com padrões de transparência e regras claras.

Mais uma vez, esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando uma transmissão de primeira do esporte preferido da nação.

São Paulo, 11 de março de 2011.

CENTRAL RECORD DE COMUNICAÇÃO