Confira os bastidores da queda de Mano Menezes

Reuniões secretas, pressões externas e pouca identificação com a torcida fazem patrocinadores agirem

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Poker renova com Fernando Prass, Rogério Ceni e Felipe para 2012

A fornecedora de luvas Poker renovou contrato com três de seus principais garotos-propaganda. Em 2012, os goleiros Felipe, Fernando Prass e Rogério Ceni seguirão usando produtos da marca.

Os três fazem parte de um time de mais de 40 goleiros que têm contrato com a empresa para 2012. Neste ano, segundo levantamento da Poker, 50% dos arqueiros da primeira divisão do Campeonato Brasileiro usaram produtos da companhia.

"Seguimos um processo virtuoso em que os atletas da Poker nos auxiliam a desenvolver as luvas e em retorno recebem produtos cada vez melhores, o que resulta em crescimento da marca", disse Rogério Caduro, diretor da Poker.

A empresa não revela o valor investido em patrocínios a atletas de futebol. "Renovei por mais um ano, não só pelo tratamento e pelo apoio que eu recebo, mas também pela qualidade das luvas", encerrou Prass.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Rogério Ceni recebe homenagem da Reebok

O presidente da Reebok, Uli Becker, visitou no início da tarde deste terça-feira o CT do São Paulo na Barra Funda e participou de almoço com atletas, dirigentes e comissão técnica. A visita incluiu um encontro especial com o goleiro Rogério Ceni, que recebeu uma placa com homenagem por sua marca como artilheiro, com a frase "Um dos maiores goleiros do mundo e o maior artilheiro". Rogério Ceni, que joga com chuteiras da Reebok desde outubro de 2010, atingiu em abril a marca histórica de 100 gols e hoje tem 101 contabilizados.

Durante a visita, Uli becker gravou depoimento exclusivo sobre a relação da marca com o São Paulo. O vídeo será disponibilizado no Portal Torcida Reebok (www.torcidareebok.com.br/spfc), que a marca mantém para relacionamento com a torcida do tricolor paulista. Além de reportagens sobre o dia-a-dia nos treinos e jogos, o portal oferece fotos, informações e mural para mensagens dos torcedores a jogadores e dirigentes.

terça-feira, 29 de março de 2011

Rogério Ceni ganha coleção especial após centésimo gol

Finalmente o marketing do São Paulo se mexeu e lembrou de faturar com o centésimo gol do Rogério Ceni. Na minha modesta opinião ainda é muito pouco, mas é melhor do que nada.

Logo após a vitória sobre o Corinthians por 2 a 1, a diretoria do clube anunciou o lançamento de um kit especial com duas camisas para celebrar a marca do goleiro-artilheiro.

O fã que quiser a lembrança terá que pagar caro por ela, R$ 999,00, mas vale a pena. Em um estojo de luxo o kit conta com duas camisas, a primeira é uma réplica da utilizada por Ceni quando ele anotou o primeiro gol na carreira - em 15 de fevereiro de 1997, diante do União São João de Araras -, e a segunda tem um design inovador: é dourada, com um desenho estilizado em V no peito e traz a inscrição "100 gols" nas costas.

"É uma edição limitada, para mil torcedores, que custará R$ 999,00 e deverá estar fisicamente nas lojas a partir do dia 15 de abril. Mas já é possível fazer a reserva pela loja oficial do São Paulo no Morumbi", informou o vice-presidente de marketing do clube, Julio Casares.

Para aqueles que não podem gastar tanto, mas querem uma lembrança da façanha, a loja do São Paulo esta com uma edição especial da camisa do goleiro com o número 100 nas costas e em um detalhe frontal, o preço é de R$ 169,00.

Ok, podem me chamar de chato. Mas acho que o Rogério Ceni (de quem não sou fã) merecia muito mais do que isso. Tanto pelo feito histórico, quanto pelo potencial de vendas e marketing para o clube.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Marco Aurélio Cunha desmistifica marketing

Por: Eduardo Mello

Fui surpreendido hoje com uma declaração do conselheiro do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, afirmando que a má fase do futebol do clube tem como aspecto positivo desmistificar a excelência do departamento de marketing do Tricolor Paulista. Disse ele: "Não tem milagre. O marketing surfa no suor do futebol. No São Paulo como em qualquer clube, o que vende é ídolo e resultado". A frase, muito bem dita, deve ser analisada sob vários aspectos.

Marco Aurélio Cunha, médico por formação, é um dos melhores dirigentes esportivos do nosso país e entende como usar a ferramenta marketing dentro do esporte como poucos.

A coragem do dirigente de expor seu sentimento mostra a mecânica exata do sucesso recente do clube, que foi tricampeão brasileiro e modelo para outros clubes no Brasil. Mas parece que o São Paulo de hoje esqueceu como as coisas funcionam. Em uma analogia à frase dita por seu dirigente, falta uma prancha de surfe e, sem ela, o clube se perde em um oceano de oportunidades.

Lembro de uma outra declaração de Cunha, esta feita em 22 de dezembro de 2010, quando o São Paulo convidou David Beckham para atuar pela equipe paulista. "Essas figuras que trazem grande retorno de marketing estão acabando. O Beckham tem compromissos mundiais e está fora de cogitação. Poderia até fazer uma participação esporádica aqui, mas é complexo demais. Só que, se você não tentar, as coisas não acontecem. Foi assim que fizemos com Adriano e Ricardo Oliveira quando os trouxemos para se tratarem no Reffis. Mesmo que sejam sonhos, uma tentativa de observar é totalmente válida", disse o dirigente.

Naquela época, já era possível ver um certo desespero na busca por um ídolo. As jovens revelações como Lucas e Casemiro, ainda têm muito para mostrar e Rogério Ceni é um assunto a ser tratado mais à frente. Acabou sobrando para o pobre Mogi Mirim, que perdeu seu recém empossado presidente Rivaldo, para ser o novo camisa 10 e ídolo do Tricolor.

Mas, e Rogério Ceni? O camisa 1 se aproxima de uma marca histórica e incrível. O centésimo gol, um feito inacreditável para um goleiro. Uma oportunidade única do marketing faturar, e faturar alto. O feito pode ser comparado com o milésimo gol de Romário (comparar com Pelé é sacrilégio) e todo esforço deve ser feito para lucrar com a oportunidade, ou para "surfar esta onda", seguindo a analogia de Cunha.

Onde estão os patrocínios pontuais, a linha especial de produtos, as camisas do goleiro com o número 100 nas costas e até uma edição especial com o trocadilho CENi? Faltam apenas 3 gols (ou 5, segundo a Fifa) e o site oficial do clube não destaca isso. Pior: a loja on-line não tem nada diferente do goleiro para vender. Este não parece o São Paulo de Marco Aurélio Cunha, que sempre mereceu admiração.

Hoje o marketing faz parte do oceano feito com o suor do futebol. Com ídolos e bons jogadores, os resultados surgem. Com estes resultados é possivel fazer campanhas publicitárias e gerar dinheiro. Assim se investe em novos ídolos e jogadores, desta forma o clube segue. Como uma onda.