Confira os bastidores da queda de Mano Menezes

Reuniões secretas, pressões externas e pouca identificação com a torcida fazem patrocinadores agirem

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Ipiranga garante Bia Figueiredo na F-Indy

Após estrear na Fórmula Indy em 2010 e disputar quatro etapas do campeonato, Bia Figueiredo se tornou também a primeira mulher do Brasil a competir na clássica prova 500 Milhas de Indianápolis, com a Dreyer & Reinbold Racing. No mesmo ano, depois de correr em São Paulo e Indianápolis, ela foi convidada pela equipe para substituir Mike Conway nas provas de Chicago e Miami.

A participação de Bia Figueiredo nesta temporada é graças ao patrocínio da Ipiranga. “Pelo destaque que ela já possui no esporte a motor e pela paixão pelo carro que cultivamos, era natural que mantivéssemos a parceria iniciada ano passado, consolidando nossa presença nessa importante categoria do automobilismo mundial”, afirma Jerônimo Santos, diretor de varejo e marketing da empresa.

A piloto comemora e conta que disputar um campeonato inteiro da Indy é tudo o que sempre quis. Ela já se encontra em Indianápolis, onde reside durante a temporada e fica a sede da equipe, que já iniciou os trabalhos nos preparativos finais do carro para os testes particulares e para os treinos coletivos da Indy, que serão realizados no Barber Motorsports Park, no Alabama, em 14 e 15 de março. “Estou orgulhosa por correr com as cores de uma empresa brasileira, por ter o apoio e a confiança da Ipiranga no meu trabalho. Vou levar toda a minha dedicação e paixão para conseguir bons resultados”, conclui Ana Beatriz, seu nome oficial na Fórmula Indy.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Itaipava e TNT estão fora da Fórmula 1

O grupo Petrópolis confirmou nesta semana que não irá continuar seu investimento de marketing na Fórmula 1. Nos últimos quatro anos a empresa escolheu o automobilismo como um de seus principais meios para divulgação das suas marcas, a cerveja Itaipava e o energético TNT.

O principal investimento tem sido feito na Fórmula Indy, porem a maior categoria do automobilismo mundial também foi alvo de investidas.

Em 2009, época que Rubens Barrichello e Jenson Button disputaram o título mundial pela Brawn GP, a empresa comprou espaços publicitários nos carros e nos macacões dos pilotos para o GP do Brasil (penúltimo da temporada). Os valores giraram na casa dos US$ 2 milhões e o retorno foi 15 vezes maior considerando mídia espontânea (segundo dados divulgados pela empresa).
Considerando que a cerveja Nova Schin patrocinava o evento, o valor gerado foi um belo case marketing .

Mas, apesar do sucesso em 2009, em 2010 a empresa encontrou dificuldades para repetir o sucesso. Com a venda da Brawn GP para a Mercedes e o desejo de se associar a grandes equipes, o custo era muito maior. Por isso o foco foi novamente o GP Brasil.

“A experiência com a Brawn GP foi tão boa que nós ficamos mal acostumados. Mas, depois, a relação de custo-benefício ficou inviável”, afirmou Douglas Costa, gerente de marketing do grupo.

A empresa também se deparou um problema inusitado. O principal patrocinador da Mercedes é a Preonas, empresa petrolífera da Malásia, e os árabes não permitem que fabricantes de bebidas alcoólicas sejam seus parceiros publicitários.

Outra equipe de ponta que seria uma opção financeiramente viável era a Red Bull Racing, mas esta, por motivos óbvios, não poderia ser uma opção.

A McLaren também foi procurada, mas o preço cobrado foi considerado alto demais para o padrão da empresa.

Para esta temporada a empresa divulgou que não tentará acordo com nenhuma equipe.